quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Doe Sangue no Verão...


...apenas por que estamos no verão.
No verão é importante, devido a um maior número de viagens e consequentmente, acidentes de trânsito em estradas. Isso acarreta uma maior demanda de sangue.
Doação de sangue é doação de vida.
Faz bem doar sangue. É gratificante para o corpo e para o espírito.
Mas o intuito deste post é que todos os homens (nós nunca perdemos sangue) doemos sangue em todas as estações so ano, isto é quatro doações anuais.
Para os que entram em pãnico na doação, eu tenho uma estratégia medicamentosa para ajudar.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Haiti... É aqui...


What the Mainstream Media Will Not Tell You About Haiti: Part of the Suffering of Haiti is "Made in the USA"

(O que a mi­dia corporativa nãoo vai te contar sobre o Haiti: Parte do sofrimento no Haiti é "Feito nos Estados Unidos". )


Se um terremoto pode danificar qualquer país, as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti. Como?


Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.O resultado?


Pequenos agricultores fugiram do campo e migraram às dezenas de milhares para as cidades, onde construiram abrigos baratos nas colinas. Os fundos internacionais para estradas e educação e saúde foram suspensos pelos Estados Unidos.


O dinheiro que chega ao paí­s não vai para o governo mas para corporações privadas. Assim o governo do Haiti quase não tem poder para dar assistência a seu próprio povo em dias normais -- muito menos quando enfrenta um desastre como esse.


Alguns dados especí­ficos de anos recentes.Em 2004 os Estados Unidos apoiaram um golpe contra o presidente eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide.


Isso manteve a longa tradição de os Estados Unidos decidirem quem governa o paí­s mais pobre do hemisfério. Nenhum governo dura no Haiti sem aprovação dos Estados Unidos.Em 2001, quando os Estados Unidos estavam contra o presidente do Haiti, conseguiram congelar 148 milhões de dólares em empréstimos já aprovados e muitos outros milhões de empréstimos em potencial do Banco Interamericano de Desenvolvimento para o Haiti. Fundos que seriam dedicados a melhorar a educação, a saúde pública e as estradas.


Entre 2001 e 2004, os Estados Unidos insistiram que quaisquer fundos mandados para o Haiti fossem enviados através de ONGs. Fundos que teriam sido mandados para que o governo oferecesse serviços foram redirecionados, reduzindo assim a habilidade do governo de funcionar.Os Estados Unidos tem ajudado a arruinar os pequenos proprietários rurais do Haiti ao despejar arroz americano, pesadamente subsidiado, no mercado local, tornando extremamente difícil a sobrevivência dos agricultores locais.


Isso foi feito para ajudar os produtores americanos.


E os haitianos? Eles não votam nos Estados Unidos.Aqueles que visitam o Haiti confirmam que os maiores automóveis de Porto Prí­ncipe estão cobertos com os sí­mbolos de ONGs. Os maiores escritórios pertencem a grupos privados que fazem o serviço do governo -- saúde, educação, resposta a desastres. Não são guardados pela polí­cia, mas por segurança privada pesadamente militarizada.O governo foi sistematicamente privado de fundos. O setor público encolheu. Os pobres migraram para as cidades.E assim não havia equipes de resgate. Havia poucos serviços públicos de saúde.Quando o desastre aconteceu, o povo do Haiti teve que se defender por conta própria. Podemos vê-los agindo. Podemos vê-los tentando.


Eles são corajosos e generosos e inovadores, mas voluntários não podem substituir o governo. E assim as pessoas sofrem e morrem muito mais.Os resultados estão à vista de todos.

Tragicamente, muito do sofrimento depois do terremoto no Haiti é "Feito nos Estados Unidos".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Esperança é adquirida


O desespero, o medo, a dúvida e a insegurança são cortejo comum de , digamos, sintomas intrínsecos do gênero humano.


Isso significa que não há quem não os sinta em suas diversas gradações em algum momento de suas vidas. Eles são representados fisicamente através de feixes nervosos, como o simpático, que é conhecido por demais e que provoca toda a série de sintomas coordenados pela liberação de adrenalina, como: taquicardia, respiração descompassada, transpiração fria, agitação psicomotora, pânico, náuseas, vômitos e até diarréia.


Essas reações são naturais.


O que não é natural é a Esperança.


Essa categoria de emoção sobre-humana é cantada em verso e prosa pelas religiões, como virtude de alta nobreza. Foi também exaltada por Paulo de Tarso, em carta aos gregos de Corinto, como uma das três mais excelentes virtudes. Todavia, esse tipo de "emoção" ou sentimento não encontra substrato físico que o explique. É como se fosse impossível discriminar quais as conexões cerebrais envolvidas com o complexo mecanismo que criou um dia o sentimento de Esperança.


Mas está no Inconsciente Coletivo do Ano Novo!


Todos nutrem-se de algo que denominamos Esperança na virada de ano bom. Até mesmo pessoas que sofreram perdas humanas consideradas insuportáveis, como a perda de duas filhas lindas do casal de Macaé, em Angra dos Reis, sente uma pressão provinda de algum "lugar" desconhecido que lhes alimenta de alguma forma, do sentimento de esperança.


O que é isso então?


É provavelmente um sofisticado e intrincado circuito nervoso cerebral que necessita de estímulos externos para que se desenvolva e nos ajude a tomar decisões na vida. Assim, a Esperança é uma forma de superinteligência. É uma superestratégia psíquica que torna aqueles que a possuem de mecanismos de compensação psicoilógica e de mecanismos de defesa muito mais complexos e estruturados que os mecanismos de sobrevivência conhecidos como estresse ou luta e fuga.


A Esperança é considerada pela Religião como um Dom, ou seja, uma oferta graciosa de Deus ao homem.


É possível inferir que a Esperança é um caráter adquirido, embora ainda não se possa definir ou supor de onde que ela provém.


E é por isso que me agrada incentivar e buscar em cada ser, em cada criança, em cada jovem, homns , mulheres, caídos, cansados, doentes, idosos... a todos me agrada buscar o fio que conduz a Esperança.


Que possamos cantar com Francisco de Assis:


"[...] Onde houver desespero que eu leve a Esperança."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

So, This is Christimas


Desse modo, É Natal!


É Natal. É uma época em que há uma maior facilitação psíquica para a reconciliação e para o perdão!


Essa facilitação se explica pelo inconsciente coletivo produzindo uma egrégora favorável às emoções humanas que produzem a compaixão, a piedade, a ternura.


O Natal é como um Portal Psíquico poderoso que pode , repito, PODE, ser aproveitado por quem quiser! Se há desentendimentos, mal entendidos familiares, profissionais, não há momento mais apropriado para uma tentativa de reconciliação.


Inconsciente Coletivo é um conceito de Karl Gustav Jung, psiquiatra suiço, que considerava que os homens produziam um efeito na atmosfera psíquica de seu meio, que por sua vez exercia sobre cada individualidade também uma força.


Essa força exercida em alguns momentos de um grande movimento psíquicco coletivo sobre as predisposições individuais, facilitando ou dificultando uma percepção da realidade, pode-se chamar de Egrégora.


A Egrégora da época natalina é de superação, de perdão, de aceitação.


So (Desse modo), This is Christmas (É Natal!) !


Não percamos tempo!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Joga pedra no... Jobson?


Chico Buarque, em sua Ópera do Malandro imortalizou a hipocrisia humana farta de preconceito e crueldade na famosa canção Geni:


"Joga pedra na Geni, joga bosta na Geni. Ela é feita prá apanhar, ela é boa de cuspir. Ela dá prá qualquer um, maldita Geni."


Na dita Ópera, Geni salva a cidade ao aceitar a corte do comandante do Zepelin.


Jobson salvou o Botafogo.


Jobson é de origem paupérrima, não tem formação escolar, é totalmente dependente da estrutura de um clube para promover a sua recuperação.


Dependência Química é doença! O Código Internacional de Doenças, da Organização Mundial de Saúde a classifica com o código CID 10: F 12.


Há uma doença psíquica e uma grave questão social.


A nossa sociedade vive uma Epidemia de infestação de dorgas psicoativas lícitas ( assim chamadas por pura convenção) e ilícitas.


Por que agora abandonar o Jobson?


Será que a diretoria do Botafogo vai ser tão ingrata com o atleta que resgatou a dignidade de toda uma equipe, impedindo-a de uma recaída traumática na segunda divisão?


Será que a diretoria do Botafogo, não terá o famoso fairplay futebolístico para oferecer a mão amiga ao atleta humilhado por sua doença?


Jobson não tem no momento outro futuro que não seja o Futebol.


A sua dependência química pode ter o mesmo empenho em tratamento que uma lesão muscular.


Espero que o Tribunal de Justiça Desportiva não o julgue com dureza e que decrete o seu banimento do esporte. Isso é uma Pena de Morte. Isso é a condenação do pobre coitado a afundar-se de vez nas drogas.


Rogo clemência ao juizes do Tribunal de Justiça Desportiva para não perderem a aoportunidade de salvar um homem da desgraça social, moral e biológica.


Ajudem o Jobson!


Recuperem o Jobson!


Ele merece por que é um ser humano e por causa de sua inteligência corporal.


Que Deus perpasse o coração e as consciências dos juristas do Tribubal de Justiça Desportiva para que o futuro de um menino pobre não seja aquele que estava escrito e que ele estava em vias de reescrever.





sábado, 19 de dezembro de 2009

Nem todo remédio de baixo custo é "genérico"


Há um desconhecimento muito grande quanto à Lei dos Medicamentos Genéricos.


A Lei nº 9.787 é de 10 de fevereiro de 1999 e entrou em vigor em 9 de agosto de 1999.


Esta Lei cria três categorias principais de medicamentos:



1- Medicamento de Referência :

produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro.

Resumo: É o original. É o lançamento. Geralmente é o mais caro.


2- Medicamento genérico:

É um medicamento quase idêntico ao produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela Denominação Comum Brasileira ou, na sua ausência, pela Denominação Comum Internacional.

Resumo: É uma cópia autorizada do original. É cerca de 30 % mais barato que o medicamento de referência.


3- Medicamento Similar:

É aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em caracteristicas relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.

Resumo: É um produto muito semelhante ao medicamento referência, embora não seja genérico. Gerlamente é mais barato que o de referência, podendo ser inclusive mais barato que o genérico.


Há entetanto, uma quantidade muito grande de medicamentos similares, bons e maus.

O máximo cuidado em comprar similares.


Cuidado com aqueles similares que são "empurrados" por balconistas. Podem ser medicamentos "bonificados", ou seja, os laboratórios dão maior porcentagem ao vendedor pela sua venda.


Eu recomendo procurar o original ou o genérico, de preferência de um laboratório reconhecidamente confiável.


Há bons similares. Se o laboratório é conhecido e confiável, é possível comprar os bons similares que são muitas vezes mais baratos que os genéricos.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Injúria e Difamação entre médicos



Meus amigos,

Desde o ano de 2007 especializei-me em Psiquiatria (não é Saúde Mental) na Universidade Estácio de Sá e estou em fase de registrar o meu certificado nanossa cooperativa para oferecer aos usuários mais uma opção nesta especialidadeem Campos.


Todavia, a notícia de que estou atuando em Psiquiatria já está me trazendo novos clientes. No dia 20/09/2009 atendi a uma adolescente, com sintomas de taquicardia, transpiração excessiva em momentos específicos, que lhe traziam mal estar e angústia.

Ao exame clínico, ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar normal, sem ruídos, pressão arterial 90x60 milímetros de mercúrio, normal para a idade. Havia também uma queixa de incontinência urinária no momento da ansiedade. Expliquei a ela e à sua mãe, que tratava-se de um quadro de Transtorno de Pânico e que era comum na idade, mas que ficaria curada em pouco tempo, pois não havia depressão e nem outros sintomas associados. Prescrevi uma medicação indicada em todos os protocolos atuais da Psiquiatria, para o caso.

A cliente retornou à consulta no mês seguinte, melhorada, sem sintomas de incontinência e ausência de crises de pânico. Em 22 de outubro próximo passado, devido a intercorrências escolares,o quadro piorou novamente e eu acrescentei mais uma dose diária da medicação e acrescentei outra de uso emergencial na forma sublingual.

No dia 24 de novembro, retornou à consulta sem sintomas novos e sentindo-se bem, tendo usado apenas uma vez a medicação sublingual.

Entretanto na primeira semana de dezembro, ela foi atendida com sintomas gastrointestinais em um hospital particular de nossa cidade, por uma médica , que, ao escutar as queixas da paciente questionar que medicamentos ela usava, acusou-me frontalmente, segundo a mãe e a própria paciente, de "ser louco, ter `cara' de louco".

Afirmou irresponsavelmente que eu não tinha especialização em Psiquiatria. Disse também que aquela medicação estava errada e que a prova era que os meus filhos eram doentes mentais.

Disse que meus filhos eram loucos e eu não conseguia tratá-los. Se não conseguia tratar meus filhos, como eu poderia tratar o dos outros.

Não tenho nenhuma relação com a referida médica. Nunca fui à casa dela, e ela nunca foi à minha casa. Nossos pouquíssimos encontros foramcasuais e até cordiais. Expliquei à mãe então que eu tinha um certificado de especialização em Psiquiatria e freqüentava congressos, tendo inclusive retornado de São Paulo recentemente onde encontrei vários colegas psiquiatras de nossa cidade.

Entretanto, dei liberdade a ela de procurar outro profissional. A mãe resolveu, em função dos resultados positivos até então, continuar sob os meus cuidados.

Sei que existem medidas legais e disciplinares no contexto de nosso Código deÉtica para questionar a colega.

A minha conduta na esfera psiquiátrica está respaldada em todos os protocolos de Transtorno de Pânico em idade infantil com sintomas de tenesmo e/ou incontinência urinária.

Não tenho vontade de reagir a esse insulto. Mas como evitar que essaprofissional reincida em suas insinuações, aleivosias e ofensas pessoaisenvolvendo familiares?

Não quero responsabilizar a direção do hospital por manter uma médica reincidente em atitudes antiéticas. Mas como evitar a possibilidade de que essasatitudes continuem não apenas em relação à minha pessoa, mas também em relação aoutros colegas?

Sei que diante do Conselho eu posso denunciar a ambos, mas não quero. Como agir diante de uma situação destas? Agindo com o rigor da lei? Ou tratando a mesma como uma pessoa enferma psíquica? Mas mesmo os doentes mentais devem teras suas regras de conduta e precisam ser contidos em sua fúria verborrágica e heteroagressiva.

Que fazer?
.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Prá não dizer que não falei do futebol


Esta é a minha primeira postagem em meu blog sobre esporte e mais especificamente, o futebol.
Só abro essa excessão por que meus filhos são flamenguistas. Pedro, professor de Biologia de duas escolas públicas e do Anglo, chorou ao ver o hexacampeonato, pois em 1992 ele tinha 8 anos. O mesmo digo da Juliana, professora de Física do IFF e do Anglo, que pouco se lembra do penta, quando tinha apenas 6 anos. Isabel, professora de Inglês do Anglo, não é muito interessada em futebol, mas gosta do Flamengo.
Saulo, o acadêmico de Medicina da UFF, está se acostumando a vidinha carioca de ir ao Maracanã. Foi um felizardo, pois assistiu hoje, de camarote, em pleno maraca lotado, ao primeiro título nacional do Flamengo de sua vida.
Frederico e Alexandre, gêmeos, 13 anos, pouco vibram, mas vibraram hoje, vestindo camisas do time e bonés, além de empunhar bandeiras no carro, na volta para casa.
Foi um jogo feio, pouco competitivo, mas o que valeu foi a emoção do título.
Mas o Flamengo mereceu!
Andrade (que carinha legal !) mereceu!
A equipe é de valor e ganhou antecipadamente todas as "finais" no segundo turno: São Paulo, Palmeiras, Internacional, Cruzeiro e Atlético Mineiro.
E termino parabenizando também o Vasco, campeão da série B; o Fluminense, que de modo hercúleo escapou da segundona e o Botafogo, que se segurou e ainda empurrou o Palmeiras, com a sua mancha verde raivosa e antiesportiva para fora da Libertadores.
Rendo também homenagem ao América, ao Goitacás, que quase chgou lá, ao Duque de Caxias e ao Macaé.
Todos esses times do nosso esquecido estado do Rio de Janeiro foram vitoriosos e são uma honra para o nosso povo!
Viva Rio!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CADA "UM" COM A SUA MANIA...(último artigo no Monitor)


É comum considerar que mania é um tipo de hábito ou rito do qual o indivíduo não consegue por si próprio evitar. Tecnicamente falando, trata-se do transtorno obsessivo compulsivo ou simplesmente TOC. E quando se diz que cada um tem a sua mania, pretende-se dizer que qualquer pessoa é vitima de alguma compulsão, mesmo que seja desconhecida de todos. Estatisticamente podemos relacionar as obsessões mais comuns:
Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação; Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento.; Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir os outros; Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis e impróprios relacionados ao sexo (idéias pervertidas, de sexo violento, pedofilia, taras); Preocupação em juntar coisas inúteis ou avareza patológica; Preocupação com doenças ou com o corpo; Excesso de escrúpulos religiosos ( culpas);
Superstições: Preocupação excessiva com números especiais, cores de roupa, datas e horários (podem provocar desgraças); Palavras, nomes, cenas ou músicas indesejáveis. Todas essas situações podem ocorrer na forma de pensamentos intrusivos que tem a característica de ser incontroláveis , produzindo um verdadeiro caos na vida da pessoa que sofre de TOC. Essas idéias obsessivas levam o indivíduo à atitudes incontroláveis que são as compulsões. As mais comuns são: Lavar mãos ou objetos interminavelmente, com um exagero pela limpeza e medo da contaminação; Verificar coisas repetidamente com várias confirmações; Contagens repetitivas; Busca da ordem, simetria, seqüências lógicas ou alinhamento; Colecionar coisas inúteis; Compulsões mentais: orações, repetição de palavras, frases e números,; Fazer listas, tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários; tocar, olhar, bater de leve, confessar, estalar os dedos. Por isso é que cada pessoa terá sempre algo a dever nessa conta do TOC. Diz o poeta Tagore: “Quando um filho nasce quer dizer que Deus não perdeu ainda a esperança na humanidade.” Portanto, é necessário lutar e buscar ajuda especializada, isto é psicólogos e psiquiatras de modo a não permitir que estes pensamentos estranhos a nós e o comportamento ritualístico não se transformem em entidades independentes que governam a nossa vida. Deus tem esperança em nós. Busquemos a liberdade por Ele. Liberdade não é fazer o que se pensa, isso é indisciplina. Liberdade é poder contrariar uma obsessão mental e vencer os atos compulsivos. Liberdade é autonomia e paz de consciência.
Flávio Mussa Tavares

domingo, 15 de novembro de 2009

O Monitor Campista pode ressuscitar...

Meus amigos ,
Proponho a criação imediata de um joral on line MONITOR DIGITAL, que poderia ter a direção do Vítor Menezes e a colaboração de todos que lutam pela manutenção do "espírito" do quase bicentenário jornal.´

Seria como se a alma do Monitor continuasse viva na dimensão digital até "reencarnar" de outra forma, com outra direção, seja através do município ou de iniciativa particular ou da iniciativa popular.

Na minha imaginação esse renascimento, ressurreição, reencarnação do MONITOR CAMPISTA deve ter como patrocinadores um CONSÓRCIO de investidores, do município e população organizada.

VIVA O MONITOR CAMPISTA!

sábado, 14 de novembro de 2009

DROGAS PSICOTRÓPICAS LÍCITAS ( Monitor Campista, 06/11)


Apesar de ser paradoxal, existem substâncias químicas que atuam no cérebro produzindo exaltação de humor e modificação nos afetos e que são aceitas pela sociedade. Apesar de “lícitas”, podem ser altamente prejudiciais. Calcula-se que nesta primeira década do século XXI a dependência alcoólica tenha crescido em cerca de 15%. Os dados são do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Quanto ao fumo, houve também crescimento no consumo da ordem de um por cento. A que se deve isso? A mídia? Estas porcentagens em valores absolutos são cerca de mais dez milhões de alcoólatras e 5 milhões de tabagistas. O cigarro não é mais propagado na TV e há um crescente constrangimento para o fumante em locais públicos, resultados de uma correta política antitabagista. Isso reflete no menor crescimento da dependência física à nicotina. Mas e o álcool. A propaganda da cerveja em horário próprio de público infanto juvenil certamente induz ao uso da mesma pelos adolescentes que após os primeiros goles sentem-se menos tímidos e mais bem aceitos no grupo. É o que se chama coisa de tribo. Quanto mais precoce o uso do álcool, maior a chance de dependência. Isso sem contar com os fatores genéticos. Já vi mães e pais orgulhosos de ver um filho bebendo. Permissividade ou irresponsabilidade? A venda de cerveja para menores também necessitava de uma melhor fiscalização. As festas de debutantes, onde a maioria da população é de menores, precisavam sofrer maior fiscalização. Sei que a justiça tem profissionais responsáveis por isso, mas creio que outros órgãos poderiam ajudar nesta fiscalização, inibindo o primeiro uso. Outro fator inibitório seria uma tarifação mais alta, com destinação para os programas de prevenção e tratamento de dependentes químicos. O uso de substâncias anfetamínicas nas fórmulas mágicas de emagrecer é outro fator preocupante. Tenho visto depressões e tentativas de suicídio em mulheres que abusam ou abusaram de anfetaminas e que são muito insatisfeitas com o seu corpo, o que constitui-se um transtorno mental classificado. Somos campeões mundiais em uso e abuso de anfetaminas. Tudo isso por causa da propaganda de que o corpo escultural é o ideal de toda mulher. Resultado: ansiedade, depressão e desagrado pela vida, gerando tentativas de suicídio. Rapazes também se drogam com anabolizantes para ficar musculosos, elevando o risco de doenças cardíacas e psíquicas. A busca exagerada por medicamentos em situações que poderiam ser solucionadas com uma psicoterapia também faz parte do imediatismo moderno. Vamos procurar uma solução?
(Continuará)
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NINGUÉM MORRE...




Recordando a data de Finados, gosto sempre de repetir: não existe uma categoria filosófica denominada Morte.
Existe a Vida e o que chamamos de “morte” é simplesmente um epifenômeno da vida.
Em outras palavras a Morte não é uma entidade independente como a representavam na Idade Média. Ela não é um ente per si. Ela faz parte do fenômeno Vida.
E é possível categorizar Vida como a vida celular propriamente dita. Entretanto, há evidências de que a vida está além da célula. Nós somos um corpo ou vivemos num corpo? Se o nosso arcabouço orgânico é a síntese da Vida, a morte representa o fim do Eu.
Os estudos com pacientes terminais demonstra que existe uma consciência que sobrevive a morte. Nos Estados Unidos, o Dr. Ian Stephenson publicou um livro com mais de 6000 páginas onde estuda mais de mil casos com evidência insofismável da sobrevivência do Eu à morte do corpo. O Dr. Raymond Moody Jr. estuda a tanatologia ou ciência da morte há mais de 40 anos. A Dra. Elizabeth Klüber-Ross descreve magistralmente os diferentes “momentos“ do morrer, demonstrando ela, que após a cessação da vida orgânica, a consciência continua a existir em outra forma de vida que ela não pode definir.
O psiquiatra americano Dr. George Ritchie vivenciou ele mesmo a experiência quase morte. O laudo “morto” foi escrito no prontuário que estava em leu leito em 1942, num dos acampamentos de Pearl Harbor no Havaí. Ele viu seu próprio corpo sendo reanimado pelo médico e não entendeu o que se passava. Correu para os corredores do hospital e ninguém o escutava. Pior, ninguém o via e teve ele a surpreendente sensação de ver uma enfermeira atravessar o seu corpo. Não acreditando no que estava ocorrendo, correu para o exterior do hospital e viu homens bebendo em um bar. Acoplados a estes homens, percebeu umas entidades sombrias que buscavam com todas as suas forças sorver o álcool de seus hospedeiros. Após essa cena desagradável, vislumbrou um outro ser que perguntou sobre a utilidade de sua vida e ele não soube responder. Mandou retornar ao corpo, quando então vê um acadêmico de enfermagem debruçado sobre seu corpo e começa a respirar. O futuro enfermeiro, vendo a reanimação cardiorrespiratória daquele que, alguns minutos antes, havia sido considerado morto, não coube em si de contente. O hospital em pouco tempo, recebe a notícia de que um soldado ressuscitara. Anos mais tarde esse soldado gradua-se em Medicina e especializa-se em Psiquiatria.
O Dr. Ritchie tem convencido a muitos da idéia de que a morte é simplesmente uma passagem de um nível de vida orgânico para um nível de vida quântico ou espiritual.
Flávio Mussa Tavares

sábado, 31 de outubro de 2009

MEDIDA SEM MEDIDA


O que é Saudade?
Pode-se emprestar à ela a acepção inglesa do missing, que é sentir falta!
Outros já tentaram associar a idéia de Saudade ao regret francês ou ao soledad do espanhol, mas tudo se redunda mais uma vez num reducionismo semântico. Sentir falta, lástima ou solidão, nada é tão profundo como o sentimento da saudade.
Disse alhures,meu Pai, Clóvis Tavares: A Saudade é o Metro do Amor!
Saudade é uma nostalgia da inocência original.
Só quem ama pode dimensionar essa sensação inefável.
Só quem tem essa saudade imensa pode verdadeiramente amar.
Ter saudade é como um rasgo de lucidez na escuridão da inconsciência.
É como um lampejo de alegria em meio à amargura.
É uma aspiração de alcançar uma nova dimensão.
É um Portal de um outro Espaço-Tempo.
Contou meu Pai, em palestra na Escola Jesus Cristo, no dia 18 de maio de 1952: “Uma pequenina descendente de condes e barões foi raptada do castelo onde morava, quando colhia flores no jardim, por um grupo de ciganos. Cresceu e foi educada entre eles, habituando-se à vida errante e cheia de atropelos. Um dia, a sua alma “despertou”. Ela sonhou que uma bela fada chegou junto a ela e disse: “Aqui está um castelo que é seu. Volte para sua casa”. E os sonhos se sucederam noites após noites. E a jovem não pôde resistir aos sucessivos apelos oníricos.”Seu pai está no castelo esperando por você, até hoje, sem saber onde você está, ”dizia a voz. Então , ela fugiu, em busca do castelo, esperando encontrá-lo".
Encontrará? Perguntamos todos.
E concluiu Clóvis Tavares: “Cristo também tem um castelo e está a nossa espera. Nossas almas foram raptadas pelos ciganos de nossas paixões, mas a voz de um anjo de luz, que é a voz da Fé, está sempre a nos lembrar de nosso castelo no Céu. Por isso, a alma humana tem momentos de lucidez e se abate quando se recorda do castelo celeste. Queremos nós sair de nosso estado de seqüestro espiritual?”
É preciso depurar a nossa Saudade, para que busquemos as aspirações mais sublimes da alma. É preciso amar mais, esperar mais, confiar mais, pacificar mais, perdoar mais, sentir mais, compadecer-se mais, preenchendo os vazios existenciais de nossas almas e convertendo a saudade em ação no bem.

Flávio Mussa Tavares

sábado, 24 de outubro de 2009

SOBRE O NOVO ENEM


Não sou professor, mas tenho uma grande alegria. Sou filho de professores e pai de três professores. De seis anos que passei na UFRJ, quatro dediquei-me à monitoria de Parasitologia, onde pude ter a grata experiência pedagógica. Apesar gostar de ser médico, confesso que há em mim uma pequena frustração por não ser professor. Mas como a vida começa aos cinqüenta, ainda tenho esperanças de um dia ser professor. O ENEM está em evidência, pois sua última edição foi furtada Não obstante a idéia de um exame nacional ser bem simpática a mim, apresento aqui o pensamento cuidadoso de minha filha Juliana, professora de Física do Anglo e do IFF, que escreveu para mim a sua avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio. Reproduzo então nesta coluna o texto da Professora Juliana Rocha Tavares:


No Brasil, infelizmente, as mudanças costumam começar do final, não do início, como era de se esperar. Um exemplo disso é o novo ENEM. Prepara-se uma prova inovadora, com conteúdos contextualizados e interdisciplinares e aplica-se a alunos ‘treinados’ em uma educação altamente específica, conteudista, baseada em fórmulas e decoreba. Os livros didáticos e os professores adestram os alunos para o antigo vestibular (ou simplesmente: não preparam para nada) e os alunos, de repente, deparam com um novo tipo de prova, para a qual nunca puderam se preparar. O ideal seria que, inicialmente, os gestores da educação, assessorados por uma equipe de professores de diferentes disciplinas definissem quais conteúdos são realmente necessários para o desenvolvimento do aluno. Essa definição não deveria se pautar em interesses comodistas que buscam uma relação nem sempre perfeita de conteúdos que já são ensinados com algumas situações que supostamente ocorrem no dia-a-dia. Acredito que pensando de uma forma mais ousada e sem apego a conteúdos tradicionais, mais da metade das fórmulas, nomes, conceitos, esquemas, problemas tão difíceis como improváveis, iriam desaparecer completamente da educação brasileira. A partir de então, um grupo de professores começaria a preparar o material didático inovador, interdisciplinar, com menor carga de conteúdos e exercícios repetitivos. Esse material em várias mídias poderia ser distribuído por todo o Brasil, estando sujeito, é claro, a pequenas adaptações locais. A partir de então, os professores passariam por cursos de atualização e treinamento, a fim de melhor encaminhar o processo inovador de ensino-aprendizagem. Consequentemente, novos alunos estariam aptos, num contexto de uma educação renovada. Por fim, aptos para melhor encarar a vida e também aptos para o novo ENEM, que seria um retrato da vida.”

sábado, 10 de outubro de 2009

Desigualdade entre pobres e ricos (Monitor, 03/10)


Desde 2004, com um retorno do crescimento econômico do nosso país , aconteceram efeitos positivos no mercado de trabalho. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontaram que o rendimento dos trabalhadores mais pobres cresceu proporcionalmente mais do que o dos mais ricos entre 2002 e 2008. Isso significa que a atual gestão econômica do Brasil reduziu a desigualdade de salários existente entre esses dois grupos. Essa redução doi da ordem de 7% .


Há um marcador econômico, chamado Índice de Gini. Este índice é o indicador de desigualdade de renda, que varia de zero a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). O índice de Gini caiu de 0,540 em 2002 para 0,509 em 2007.


“Até o final do mandato do presidente Lula o índice de Gini deve chegar a 0,49, o menor desde 1960", afirmou então o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.


Aproveitei as considerações acima para comentar sobre a Lei Social do Evangelho. Jesus pregou a Justiça Social que deveria começar pelo coração dos homens. Jesus pregou as multidões e não esqueceu-se de alimentá-los. Jesus pediu ordem ( que se assentassem em grupos de 50 e 100) e ficassem tranquilos. Jesus pediu que os que tivessem algo em poder particular fosse oferecido ao coletivo.


Jesus com a ordem e com o despojamento, produziu a multiplicação. Organização e desapego aos próprios bens. Fazer tudo com decência e ordem como nos disse Paulo de Tarso. Altruísmo, desapego: eis os ingredientes do milagre.


O alimento na Terra multiplica-se com a organização social e com o amor ao próximo, convertendo a sobra de alguns ou a fartura de alguns ou a opulência de alguns poucos. na sobrevivência de muitos. E Jesus aliou o amor ao próximo à caridade da palavra. Ensinar os que comem a viver.


Ensinar os que alimentam o corpo, a alimentar as suas almas com aquela comida que nunca se dissolve na bioquímica da assimilação alimentar. Jesus, o pão da vida, quer a justiça aliada ao amor. Essa é a equação mais simples e a mais difícil de ser solucionada em nosso mundo governado pelo egoísmo.


A crescente sofisticação da sociedade moderna ou pós-moderna muda rapidamente os valores morais e a relação interpessoal. O Brasil, apesar de estar em excelente fase econômica, principalmente com a coqueluche do momento que é o pré-sal, vive um dilema social. A constituição é de esquerda e garante conquistas sociais. Mas o mundo ainda é capitalista e o nosso país vive esta esquizofrenia social. Avanços existem e a arte é viver no drama sem dramatizar tudo.




Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

domingo, 4 de outubro de 2009

Sobre a Doação de Leite Humano


10 coisas que toda pessoa precisa saber para apoiar a doação de leite humano


1. Informe-se. Pesquise. Procure conhecer mais sobre o que é um Banco deLeite Humano e sua importância para a vida de tantos brasileirinhos. Comece porwww.redeblh.fiocruz.br . É um bom começo. Informação é como vacina. Informar-seé o primeiro passo.


2. Divulgue. Espalhe o que sabe. Conhecimento disseminado é conhecimentomultiplicado. Isso faz despertar o interesse nos outros sobre o tema. Issomultiplica apoiadores.


3. Ofereça apoio à mulher que amamenta. Uma nutriz apoiada produz maisleite. Uma nutriz apoiada é forte candidata a doar o leite que lhe sobra.


4. Ofereça carona. Uma mulher amamentando pode encontrar dificuldades dese locomover de casa até o Banco de Leite Humano. Grande parte do leite quepoderia estar sendo doado se perde por conta da falta de transporte para adoadora. Carona, além de solidariedade, é um exemplo de como o apoio gera frutoimediato: o leite doado.


5. Incomode-se. Procure restaurantes, supermercados, vendas, armazéns,quitandas e mercearias e arrecado frascos de vidro. Estes são essenciais adoação do leite humano e estão cada vez mais raros de se conseguir. A simplesangariação de frascos de vidro que iriam para o lixo pode resolver problemasgravíssimos de estocagem, coleta e armazenamento para o Banco.


6. Incite. Procure sua Igreja, seu Templo, seu Grupo de Oração, suaAssociação de Moradores, a Torcida Organizada de seu time, o Grêmio de suaEscola, o Centro Acadêmico de sua Faculdade. Mobilize esses grupos a sesensibilizarem a favor de nossos prematuros. São eles os principais favorecidospelo trabalho do BLH. São os principais prejudicados quando o estoque do BLHcai. Se cada um desses grupos oferecesse um pouco de apoio o placar viraria afavor da doação do leite que é alimento e é vida.


7. Comunique-se. Entre em contato com o Banco de Leite de sua cidade.Informe-se. Colaborar não ocupa espaço no coração. Um frasquinho de vidro podesalvar uma vida. Pode significar tudo para um bebe prematuro. Faça uma ligação.O BLH te atente com o mesmo carinho com que atende as mães e os familiares queali freqüentam.


8. Visite. Vá até o Banco de Leite. Conheça histórias de mães doadoras.Conheça a simplicidade e a grandeza do local. Encante-se com a qualidade do queacontece ali. Vá para levar um frasquinho de vidro. Volte de lá com um folder euma motivação: participar. Viver bem é viver em comunhão.


9. Blogueie. Folologueie. Orkuteie. Twiteie. Espalhe pela rede essaverdade: o leite humano é vida. É vida necessária a nossos conterrâneos de baixopeso, prematuros, filhos de famílias fragilizadas pela internação nas UTIs.Espalhe pela rede essa verdade: doar leite é doar vida. Conscientize-se econscientize seu próximo. Existem mil maneiras de tocar um coração. Escolha uma.


10. Faça sua parte. E fique tranqüilo. Você não vai salvar o mundo, maslembre-se de que o mundo, sem você, não poderá ser salvo. Perceba o tamanho desua responsabilidade. Se você leu estes 10 pontos até aqui, a luta agora étambém sua. Faça sua parte. Pequenina. Mínima. A que puder ser feita. E fiquetranqüilo. Estamos, juntos, transformando o trabalho de uma formiguinha notrabalho de um formigueiro.


Luís Alberto Mussa Tavares

Pediatra- Coordenador do Centro de Referência da Criança e do Adolescente

Comitê Municipal Permanente de Apoio e Proteção ao Aleitamento Materno.


.Prefeitura Municipal de Campos

sábado, 26 de setembro de 2009

SUICIDALIDADE


De acordo com as estatísticas, pode-se traçar o perfil do suicida: Homem, com mais de 55 anos, morador de grandes cidades, AGNÓSTICO, socialmente isolado, fisicamente doente, sem antecedentes psiquiátricos e alcoólatra moderado. De saída, é possível algumas conclusões: a metrópole adoece psiquicamente o homem. O Agnosticismo, ou a doutrina que considera ser impossível ao homem conceber algo que vá além dos seus sentidos naturais, também é patogênico. O isolamento social, tão comum nas grandes cidades, também é fator de adoecimento. E o alcoolismo, que advém de um hábito incentivado pela mídia, conduz o homem a buscar o fim de sua própria existência. Urbanização, materialismo, autoclausura e dipsomania. Estes são os alvos de todos os que lutam pela vida. O perfil da pessoa que tenta o suicídio, mas não alcança o seu intento é: mulher, jovem, de boa saúde corporal, em situação de conflito evidente com o grupo familiar ou social mais imediato. Deste novo grupo, pode-se acrescentar novos alvos na luta contra a idéia de desistência da vida: o desajuste familiar e as injustiças sociais do mundo pós- moderno. Associam-se ao suicídio os seguintes fatores em ordem decrescente de importância: sexo masculino, idade avançada, viuvez, celibato ou divórcio, ausência de prole, residente em grande cidade, alto padrão de vida, crise econômica, consumo de álcool e droga, lar desfeito na infância e doença mental ou física. Outra surpresa: o alto padrão de vida. Isso quer dizer que mesmo o dinheiro não resolve os dramas psíquicos do ser humano. Os fatores considerados de maior segurança contra o perigo do suicídio são em ordem crescente: sexo feminino, juventude, baixa densidade populacional, religião, casamento, prole numerosa, baixo padrão de vida e situação de guerra. Aqui as surpresas são maiores. Em ciência o risco de suicídio chama-se suicidalidade. A suicidalidade é maior na opulência e menor na carência. Maior nos egoístas que nos pródigos. Maior no estilo de vida que não cogita da existência de Deus, do que nos que buscam com todas as forças, crer num Deus, infinitamente justo e bom. A melhor maneira de lutar contra as altas taxas de suicidalidade é incentivar a religiosidade e a solidariedade.
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br
Monitor Campista- 26/09/2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DESAGRADO PELA VIDA


Tenho observado em faixas etárias infantojuvenis um incompreensível desagrado pela vida. Que pessoas de idade madura ou avançada, cansados de desilusões, desacertos e desapontamentos, percam o interesse pelas amenidades da vida, é compreensível. O que tem me causado espécie, em minha vida de médico, é assistir o crescente e assombroso senso de desvalor ou desamor pela vida em crianças e jovens. Percebe-se essa emoção negativa através de expressões verbais empregadas, dos atos de violência, de tentativas frustras de suicídio e de assassinatos entre eles. A que atribuir essa infantilização de emoções e atitudes tipicamente adultas? Como entender a depressão na infância? Como julgar razoável que um jovem perca o interesse pela vida social? A quem ou a que responsabilizar pela baixa estratificação etária de todos estes males? Algumas justificativas (como se fosse fácil explicar as coisas da alma) apontam a mídia, outras a toxicomania, outras os novos videogames de violência e até a internet. Todavia, apesar de haver um equacionamento do problema com essas explicações, não se consegue entender como e quando a criança começou a perder a alegria. Eu percebo a nossa vida urbana e capitalista como um grande oceano de excitações nervosas. As crianças em tenra idade são bombardeadas com uma carga de estímulos ao cérebro de enormes proporções. Cores, luzes, sons e movimento. Todas estas coisas estão exaltando os cinco sentidos e levando muitas mensagens ao cérebro, que chegam como furacões. O cérebro, por sua vez, responderá com uma maior circulação de dopamina, adrenalina, noradrenalina e serotonina. Estas substâncias comandam a condução dos estímulos por todo o corpo, dando sensação de bem estar e uma enorme vontade de repetir continuamente. De tal forma essas crianças ficam habituadas à esta superexcitação, que não sabem mais viver sem elas. São tantos sinais de euforia, que estes jovens não conseguem ter emoções naturais. Olhar um campo florido, uma praia deserta, uma paisagem montanhosa, uma geleira ou simplesmente aquele belo dia de sol não são mais suficientes para produzir estímulos para a vida. Se elas ficam sem internet, sem festas barulhentas, pensam que a vida é triste. P seu ânimo vem sempre de fora. Só sentem-se bem com a exaltação de humor, a euforia, a excitação dos sentidos causada pelas parafernálias eletrônicas ou por estímulos químicos. E partem para drogas sintéticas, músicas eletrizantes e sem sentido e quando essas emoções já não conseguem produzir euforia, querem morrer. Acho que as escolas precisam acender o tema do amor pela vida e ajudar as crianças e jovens a descobrir o que é a alegria sem aditivos. Espero que a juventude submersa no desagrado pela vida não seja o preço que a sociedade tenha que arcar pela transformação do Brasil num país desenvolvido e sofisticado.
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

sábado, 5 de setembro de 2009

CANÇÃO DO AMOR AO PRÓXIMO




Esta foi a coluna gentil da amiga Patrícia Bueno sobre o Coral da Fraternidade, que a minha filha Juliana ensaia na Escola Jesus Cristo aos sábados com os nossos companheiros da comunidade que comparecem ao Culto da Assistência.

Fica aqui a minha gratidão sincera a Patrícia.


A música, parceria de Charles Chaplin, G. Parson e J. Turner, já podia ser ouvida da calçada: “Sorri, quando a dor te torturar e asaudade atormentar os teus dias tristonhos, vazios...”.

Cumprimentei o porteiro, sentado em um pequeno banco, ao lado do portão, esegui em direção ao local do ensaio. Na medida em que me aproximava, o som ia ficando mais intenso:

“Sorri, quando tudo terminar,quando nada mais restar do teu sonho encantador...”.

Essa música sempre me emociona. Contive algumas lágrimas teimosas e olhei ao redor. O lugar é amplo e bem modesto. Chama-seTeatro Casimiro Cunha, mas bem que poderia se chamar Teatro Fênix, pois já sobreviveu a um incêndio.

Do local que um dia já foicinzas, a música saía do teclado de uma jovem regente que, com movimentos suaves, conduzia o pequeno grupo, formado quase quetotalmente por mulheres. São donas de casa, acompanhadas de seus filhos; pessoas humildes, em busca de atenção e auxílio. Tratei de me acomodar entre elas, meio sem graça. Mas a líder do grupo logo se aproximou com uma pastinha vermelha. Nela estavam as letras das músicas, para que eu também as acompanhasse. Na verdade já sabia a letra de “Sorri”. Mesmo assim, sorri e agradeci a gentileza. Enquanto folheava a pasta, com letras religiosas e populares, reparei em uma senhora, no finalzinho da fileira do canto. Trajava roupas surradas e se esforçava para segurar muitas sacolas plásticas, com alguns trapos. Era uma dessas pessoas invisíveis aos olhosdos poderosos.
Aparentemente alheia ao que se passava ao seu redor, talvez nem tenha se dado conta do conselho do Rei do Cinema Mudo:
“Sorri,quando o sol perder a luz, e sentires uma cruz nos seus ombros cansados, doídos...”.
No meio do Coral Virgílio de Paula, pude ouvir a voz da fraternidade.
Lá, todos são bem-vindos. A música é mesmo uma das expressõesda alma.Ao final, um pouco da palavra de Deus.
A parábola do filho pródigo foi um convite à reflexão na tarde de sábado. Para fechar, aregente pediu que os componentes sugerissem uma música:
Sorri! — falou em voz alta um senhor de olhos tristes que chegara atrasado.
Era visível sua emoção ao ouvir a canção.
Ele fechava os olhos, sentia a música e... sorria, afinal,
“ao notar que tu sorris todo mundo irá supor que és feliz.”


Patrícia Bueno


(Monitor Campista- 02/09/2009)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

I CURSO DE MANEJO CLÍNICO DA AMAMENTAÇÃO





Com o objetivo de capacitar profissionais para a Clínica Municipal de Apoio à Lactação, com início de funcionamento previsto para dezembro, o Comitê Permanente de Apoio e Proteção ao Aleitamento Materno promove, a partir de amanhã, o primeiro Curso de Manejo Básico da Amamentação.



O curso, com duração de 20 horas, acontecerá no Auditório Amaro Prata Tavares,no Palácio da Cultura. A aula inaugural acontece às 14h desta sexta-feira (04/09). /



As inscrições são gratuitas e serão feitas no local, antes do início do evento.



As aulas serão sempre às sexta-feiras, às 14h e, no final do curso, todosreceberão um certificado. Qualquer profissional de nível superior pode participar,mas o nosso foco são os profissionais de saúde, sobretudo, enfermeiros —informou o idealizador do comitê, o pediatra e coordenador do Centro de Referênciae Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA), Luís Alberto Mussa Tavares.





De acordo com o coordenador do CRTCA, com a conclusão da parte teórica, emnovembro, será realizada a segunda etapa do curso de manejo, com o treinamentode profissionais nos hospitais e maternidades do município.



“Acreditamos que até ofinal do ano, ainda em dezembro, estejamos implantando a Clínica Municipal deApoio à Lactação na sede do CRTCA”, cogitou Mussa.



Segundo Mussa, as informações passadas por técnicos não capacitados que trabalham em uma maternidade a uma nutriz podem muitas vezes atropelar todoum trabalho de educação para amamentação elaborado desde o pré-natal.



Daí anecessidade de profissionais preparados para auxiliar na reimplantação da culturado aleitamento materno no município.



“O curso de manejo é só uma das ações queo comitê está desenvolvendo para trazer de volta esta cultura tão importante prasaúde da criança”, frisou o pediatra.
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.MONITOR CAMPISTA (03/09/2009)