domingo, 15 de novembro de 2009

O Monitor Campista pode ressuscitar...

Meus amigos ,
Proponho a criação imediata de um joral on line MONITOR DIGITAL, que poderia ter a direção do Vítor Menezes e a colaboração de todos que lutam pela manutenção do "espírito" do quase bicentenário jornal.´

Seria como se a alma do Monitor continuasse viva na dimensão digital até "reencarnar" de outra forma, com outra direção, seja através do município ou de iniciativa particular ou da iniciativa popular.

Na minha imaginação esse renascimento, ressurreição, reencarnação do MONITOR CAMPISTA deve ter como patrocinadores um CONSÓRCIO de investidores, do município e população organizada.

VIVA O MONITOR CAMPISTA!

sábado, 14 de novembro de 2009

DROGAS PSICOTRÓPICAS LÍCITAS ( Monitor Campista, 06/11)


Apesar de ser paradoxal, existem substâncias químicas que atuam no cérebro produzindo exaltação de humor e modificação nos afetos e que são aceitas pela sociedade. Apesar de “lícitas”, podem ser altamente prejudiciais. Calcula-se que nesta primeira década do século XXI a dependência alcoólica tenha crescido em cerca de 15%. Os dados são do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Quanto ao fumo, houve também crescimento no consumo da ordem de um por cento. A que se deve isso? A mídia? Estas porcentagens em valores absolutos são cerca de mais dez milhões de alcoólatras e 5 milhões de tabagistas. O cigarro não é mais propagado na TV e há um crescente constrangimento para o fumante em locais públicos, resultados de uma correta política antitabagista. Isso reflete no menor crescimento da dependência física à nicotina. Mas e o álcool. A propaganda da cerveja em horário próprio de público infanto juvenil certamente induz ao uso da mesma pelos adolescentes que após os primeiros goles sentem-se menos tímidos e mais bem aceitos no grupo. É o que se chama coisa de tribo. Quanto mais precoce o uso do álcool, maior a chance de dependência. Isso sem contar com os fatores genéticos. Já vi mães e pais orgulhosos de ver um filho bebendo. Permissividade ou irresponsabilidade? A venda de cerveja para menores também necessitava de uma melhor fiscalização. As festas de debutantes, onde a maioria da população é de menores, precisavam sofrer maior fiscalização. Sei que a justiça tem profissionais responsáveis por isso, mas creio que outros órgãos poderiam ajudar nesta fiscalização, inibindo o primeiro uso. Outro fator inibitório seria uma tarifação mais alta, com destinação para os programas de prevenção e tratamento de dependentes químicos. O uso de substâncias anfetamínicas nas fórmulas mágicas de emagrecer é outro fator preocupante. Tenho visto depressões e tentativas de suicídio em mulheres que abusam ou abusaram de anfetaminas e que são muito insatisfeitas com o seu corpo, o que constitui-se um transtorno mental classificado. Somos campeões mundiais em uso e abuso de anfetaminas. Tudo isso por causa da propaganda de que o corpo escultural é o ideal de toda mulher. Resultado: ansiedade, depressão e desagrado pela vida, gerando tentativas de suicídio. Rapazes também se drogam com anabolizantes para ficar musculosos, elevando o risco de doenças cardíacas e psíquicas. A busca exagerada por medicamentos em situações que poderiam ser solucionadas com uma psicoterapia também faz parte do imediatismo moderno. Vamos procurar uma solução?
(Continuará)
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NINGUÉM MORRE...




Recordando a data de Finados, gosto sempre de repetir: não existe uma categoria filosófica denominada Morte.
Existe a Vida e o que chamamos de “morte” é simplesmente um epifenômeno da vida.
Em outras palavras a Morte não é uma entidade independente como a representavam na Idade Média. Ela não é um ente per si. Ela faz parte do fenômeno Vida.
E é possível categorizar Vida como a vida celular propriamente dita. Entretanto, há evidências de que a vida está além da célula. Nós somos um corpo ou vivemos num corpo? Se o nosso arcabouço orgânico é a síntese da Vida, a morte representa o fim do Eu.
Os estudos com pacientes terminais demonstra que existe uma consciência que sobrevive a morte. Nos Estados Unidos, o Dr. Ian Stephenson publicou um livro com mais de 6000 páginas onde estuda mais de mil casos com evidência insofismável da sobrevivência do Eu à morte do corpo. O Dr. Raymond Moody Jr. estuda a tanatologia ou ciência da morte há mais de 40 anos. A Dra. Elizabeth Klüber-Ross descreve magistralmente os diferentes “momentos“ do morrer, demonstrando ela, que após a cessação da vida orgânica, a consciência continua a existir em outra forma de vida que ela não pode definir.
O psiquiatra americano Dr. George Ritchie vivenciou ele mesmo a experiência quase morte. O laudo “morto” foi escrito no prontuário que estava em leu leito em 1942, num dos acampamentos de Pearl Harbor no Havaí. Ele viu seu próprio corpo sendo reanimado pelo médico e não entendeu o que se passava. Correu para os corredores do hospital e ninguém o escutava. Pior, ninguém o via e teve ele a surpreendente sensação de ver uma enfermeira atravessar o seu corpo. Não acreditando no que estava ocorrendo, correu para o exterior do hospital e viu homens bebendo em um bar. Acoplados a estes homens, percebeu umas entidades sombrias que buscavam com todas as suas forças sorver o álcool de seus hospedeiros. Após essa cena desagradável, vislumbrou um outro ser que perguntou sobre a utilidade de sua vida e ele não soube responder. Mandou retornar ao corpo, quando então vê um acadêmico de enfermagem debruçado sobre seu corpo e começa a respirar. O futuro enfermeiro, vendo a reanimação cardiorrespiratória daquele que, alguns minutos antes, havia sido considerado morto, não coube em si de contente. O hospital em pouco tempo, recebe a notícia de que um soldado ressuscitara. Anos mais tarde esse soldado gradua-se em Medicina e especializa-se em Psiquiatria.
O Dr. Ritchie tem convencido a muitos da idéia de que a morte é simplesmente uma passagem de um nível de vida orgânico para um nível de vida quântico ou espiritual.
Flávio Mussa Tavares

sábado, 31 de outubro de 2009

MEDIDA SEM MEDIDA


O que é Saudade?
Pode-se emprestar à ela a acepção inglesa do missing, que é sentir falta!
Outros já tentaram associar a idéia de Saudade ao regret francês ou ao soledad do espanhol, mas tudo se redunda mais uma vez num reducionismo semântico. Sentir falta, lástima ou solidão, nada é tão profundo como o sentimento da saudade.
Disse alhures,meu Pai, Clóvis Tavares: A Saudade é o Metro do Amor!
Saudade é uma nostalgia da inocência original.
Só quem ama pode dimensionar essa sensação inefável.
Só quem tem essa saudade imensa pode verdadeiramente amar.
Ter saudade é como um rasgo de lucidez na escuridão da inconsciência.
É como um lampejo de alegria em meio à amargura.
É uma aspiração de alcançar uma nova dimensão.
É um Portal de um outro Espaço-Tempo.
Contou meu Pai, em palestra na Escola Jesus Cristo, no dia 18 de maio de 1952: “Uma pequenina descendente de condes e barões foi raptada do castelo onde morava, quando colhia flores no jardim, por um grupo de ciganos. Cresceu e foi educada entre eles, habituando-se à vida errante e cheia de atropelos. Um dia, a sua alma “despertou”. Ela sonhou que uma bela fada chegou junto a ela e disse: “Aqui está um castelo que é seu. Volte para sua casa”. E os sonhos se sucederam noites após noites. E a jovem não pôde resistir aos sucessivos apelos oníricos.”Seu pai está no castelo esperando por você, até hoje, sem saber onde você está, ”dizia a voz. Então , ela fugiu, em busca do castelo, esperando encontrá-lo".
Encontrará? Perguntamos todos.
E concluiu Clóvis Tavares: “Cristo também tem um castelo e está a nossa espera. Nossas almas foram raptadas pelos ciganos de nossas paixões, mas a voz de um anjo de luz, que é a voz da Fé, está sempre a nos lembrar de nosso castelo no Céu. Por isso, a alma humana tem momentos de lucidez e se abate quando se recorda do castelo celeste. Queremos nós sair de nosso estado de seqüestro espiritual?”
É preciso depurar a nossa Saudade, para que busquemos as aspirações mais sublimes da alma. É preciso amar mais, esperar mais, confiar mais, pacificar mais, perdoar mais, sentir mais, compadecer-se mais, preenchendo os vazios existenciais de nossas almas e convertendo a saudade em ação no bem.

Flávio Mussa Tavares

sábado, 24 de outubro de 2009

SOBRE O NOVO ENEM


Não sou professor, mas tenho uma grande alegria. Sou filho de professores e pai de três professores. De seis anos que passei na UFRJ, quatro dediquei-me à monitoria de Parasitologia, onde pude ter a grata experiência pedagógica. Apesar gostar de ser médico, confesso que há em mim uma pequena frustração por não ser professor. Mas como a vida começa aos cinqüenta, ainda tenho esperanças de um dia ser professor. O ENEM está em evidência, pois sua última edição foi furtada Não obstante a idéia de um exame nacional ser bem simpática a mim, apresento aqui o pensamento cuidadoso de minha filha Juliana, professora de Física do Anglo e do IFF, que escreveu para mim a sua avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio. Reproduzo então nesta coluna o texto da Professora Juliana Rocha Tavares:


No Brasil, infelizmente, as mudanças costumam começar do final, não do início, como era de se esperar. Um exemplo disso é o novo ENEM. Prepara-se uma prova inovadora, com conteúdos contextualizados e interdisciplinares e aplica-se a alunos ‘treinados’ em uma educação altamente específica, conteudista, baseada em fórmulas e decoreba. Os livros didáticos e os professores adestram os alunos para o antigo vestibular (ou simplesmente: não preparam para nada) e os alunos, de repente, deparam com um novo tipo de prova, para a qual nunca puderam se preparar. O ideal seria que, inicialmente, os gestores da educação, assessorados por uma equipe de professores de diferentes disciplinas definissem quais conteúdos são realmente necessários para o desenvolvimento do aluno. Essa definição não deveria se pautar em interesses comodistas que buscam uma relação nem sempre perfeita de conteúdos que já são ensinados com algumas situações que supostamente ocorrem no dia-a-dia. Acredito que pensando de uma forma mais ousada e sem apego a conteúdos tradicionais, mais da metade das fórmulas, nomes, conceitos, esquemas, problemas tão difíceis como improváveis, iriam desaparecer completamente da educação brasileira. A partir de então, um grupo de professores começaria a preparar o material didático inovador, interdisciplinar, com menor carga de conteúdos e exercícios repetitivos. Esse material em várias mídias poderia ser distribuído por todo o Brasil, estando sujeito, é claro, a pequenas adaptações locais. A partir de então, os professores passariam por cursos de atualização e treinamento, a fim de melhor encaminhar o processo inovador de ensino-aprendizagem. Consequentemente, novos alunos estariam aptos, num contexto de uma educação renovada. Por fim, aptos para melhor encarar a vida e também aptos para o novo ENEM, que seria um retrato da vida.”

sábado, 10 de outubro de 2009

Desigualdade entre pobres e ricos (Monitor, 03/10)


Desde 2004, com um retorno do crescimento econômico do nosso país , aconteceram efeitos positivos no mercado de trabalho. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontaram que o rendimento dos trabalhadores mais pobres cresceu proporcionalmente mais do que o dos mais ricos entre 2002 e 2008. Isso significa que a atual gestão econômica do Brasil reduziu a desigualdade de salários existente entre esses dois grupos. Essa redução doi da ordem de 7% .


Há um marcador econômico, chamado Índice de Gini. Este índice é o indicador de desigualdade de renda, que varia de zero a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). O índice de Gini caiu de 0,540 em 2002 para 0,509 em 2007.


“Até o final do mandato do presidente Lula o índice de Gini deve chegar a 0,49, o menor desde 1960", afirmou então o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.


Aproveitei as considerações acima para comentar sobre a Lei Social do Evangelho. Jesus pregou a Justiça Social que deveria começar pelo coração dos homens. Jesus pregou as multidões e não esqueceu-se de alimentá-los. Jesus pediu ordem ( que se assentassem em grupos de 50 e 100) e ficassem tranquilos. Jesus pediu que os que tivessem algo em poder particular fosse oferecido ao coletivo.


Jesus com a ordem e com o despojamento, produziu a multiplicação. Organização e desapego aos próprios bens. Fazer tudo com decência e ordem como nos disse Paulo de Tarso. Altruísmo, desapego: eis os ingredientes do milagre.


O alimento na Terra multiplica-se com a organização social e com o amor ao próximo, convertendo a sobra de alguns ou a fartura de alguns ou a opulência de alguns poucos. na sobrevivência de muitos. E Jesus aliou o amor ao próximo à caridade da palavra. Ensinar os que comem a viver.


Ensinar os que alimentam o corpo, a alimentar as suas almas com aquela comida que nunca se dissolve na bioquímica da assimilação alimentar. Jesus, o pão da vida, quer a justiça aliada ao amor. Essa é a equação mais simples e a mais difícil de ser solucionada em nosso mundo governado pelo egoísmo.


A crescente sofisticação da sociedade moderna ou pós-moderna muda rapidamente os valores morais e a relação interpessoal. O Brasil, apesar de estar em excelente fase econômica, principalmente com a coqueluche do momento que é o pré-sal, vive um dilema social. A constituição é de esquerda e garante conquistas sociais. Mas o mundo ainda é capitalista e o nosso país vive esta esquizofrenia social. Avanços existem e a arte é viver no drama sem dramatizar tudo.




Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

domingo, 4 de outubro de 2009

Sobre a Doação de Leite Humano


10 coisas que toda pessoa precisa saber para apoiar a doação de leite humano


1. Informe-se. Pesquise. Procure conhecer mais sobre o que é um Banco deLeite Humano e sua importância para a vida de tantos brasileirinhos. Comece porwww.redeblh.fiocruz.br . É um bom começo. Informação é como vacina. Informar-seé o primeiro passo.


2. Divulgue. Espalhe o que sabe. Conhecimento disseminado é conhecimentomultiplicado. Isso faz despertar o interesse nos outros sobre o tema. Issomultiplica apoiadores.


3. Ofereça apoio à mulher que amamenta. Uma nutriz apoiada produz maisleite. Uma nutriz apoiada é forte candidata a doar o leite que lhe sobra.


4. Ofereça carona. Uma mulher amamentando pode encontrar dificuldades dese locomover de casa até o Banco de Leite Humano. Grande parte do leite quepoderia estar sendo doado se perde por conta da falta de transporte para adoadora. Carona, além de solidariedade, é um exemplo de como o apoio gera frutoimediato: o leite doado.


5. Incomode-se. Procure restaurantes, supermercados, vendas, armazéns,quitandas e mercearias e arrecado frascos de vidro. Estes são essenciais adoação do leite humano e estão cada vez mais raros de se conseguir. A simplesangariação de frascos de vidro que iriam para o lixo pode resolver problemasgravíssimos de estocagem, coleta e armazenamento para o Banco.


6. Incite. Procure sua Igreja, seu Templo, seu Grupo de Oração, suaAssociação de Moradores, a Torcida Organizada de seu time, o Grêmio de suaEscola, o Centro Acadêmico de sua Faculdade. Mobilize esses grupos a sesensibilizarem a favor de nossos prematuros. São eles os principais favorecidospelo trabalho do BLH. São os principais prejudicados quando o estoque do BLHcai. Se cada um desses grupos oferecesse um pouco de apoio o placar viraria afavor da doação do leite que é alimento e é vida.


7. Comunique-se. Entre em contato com o Banco de Leite de sua cidade.Informe-se. Colaborar não ocupa espaço no coração. Um frasquinho de vidro podesalvar uma vida. Pode significar tudo para um bebe prematuro. Faça uma ligação.O BLH te atente com o mesmo carinho com que atende as mães e os familiares queali freqüentam.


8. Visite. Vá até o Banco de Leite. Conheça histórias de mães doadoras.Conheça a simplicidade e a grandeza do local. Encante-se com a qualidade do queacontece ali. Vá para levar um frasquinho de vidro. Volte de lá com um folder euma motivação: participar. Viver bem é viver em comunhão.


9. Blogueie. Folologueie. Orkuteie. Twiteie. Espalhe pela rede essaverdade: o leite humano é vida. É vida necessária a nossos conterrâneos de baixopeso, prematuros, filhos de famílias fragilizadas pela internação nas UTIs.Espalhe pela rede essa verdade: doar leite é doar vida. Conscientize-se econscientize seu próximo. Existem mil maneiras de tocar um coração. Escolha uma.


10. Faça sua parte. E fique tranqüilo. Você não vai salvar o mundo, maslembre-se de que o mundo, sem você, não poderá ser salvo. Perceba o tamanho desua responsabilidade. Se você leu estes 10 pontos até aqui, a luta agora étambém sua. Faça sua parte. Pequenina. Mínima. A que puder ser feita. E fiquetranqüilo. Estamos, juntos, transformando o trabalho de uma formiguinha notrabalho de um formigueiro.


Luís Alberto Mussa Tavares

Pediatra- Coordenador do Centro de Referência da Criança e do Adolescente

Comitê Municipal Permanente de Apoio e Proteção ao Aleitamento Materno.


.Prefeitura Municipal de Campos