segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NINGUÉM MORRE...




Recordando a data de Finados, gosto sempre de repetir: não existe uma categoria filosófica denominada Morte.
Existe a Vida e o que chamamos de “morte” é simplesmente um epifenômeno da vida.
Em outras palavras a Morte não é uma entidade independente como a representavam na Idade Média. Ela não é um ente per si. Ela faz parte do fenômeno Vida.
E é possível categorizar Vida como a vida celular propriamente dita. Entretanto, há evidências de que a vida está além da célula. Nós somos um corpo ou vivemos num corpo? Se o nosso arcabouço orgânico é a síntese da Vida, a morte representa o fim do Eu.
Os estudos com pacientes terminais demonstra que existe uma consciência que sobrevive a morte. Nos Estados Unidos, o Dr. Ian Stephenson publicou um livro com mais de 6000 páginas onde estuda mais de mil casos com evidência insofismável da sobrevivência do Eu à morte do corpo. O Dr. Raymond Moody Jr. estuda a tanatologia ou ciência da morte há mais de 40 anos. A Dra. Elizabeth Klüber-Ross descreve magistralmente os diferentes “momentos“ do morrer, demonstrando ela, que após a cessação da vida orgânica, a consciência continua a existir em outra forma de vida que ela não pode definir.
O psiquiatra americano Dr. George Ritchie vivenciou ele mesmo a experiência quase morte. O laudo “morto” foi escrito no prontuário que estava em leu leito em 1942, num dos acampamentos de Pearl Harbor no Havaí. Ele viu seu próprio corpo sendo reanimado pelo médico e não entendeu o que se passava. Correu para os corredores do hospital e ninguém o escutava. Pior, ninguém o via e teve ele a surpreendente sensação de ver uma enfermeira atravessar o seu corpo. Não acreditando no que estava ocorrendo, correu para o exterior do hospital e viu homens bebendo em um bar. Acoplados a estes homens, percebeu umas entidades sombrias que buscavam com todas as suas forças sorver o álcool de seus hospedeiros. Após essa cena desagradável, vislumbrou um outro ser que perguntou sobre a utilidade de sua vida e ele não soube responder. Mandou retornar ao corpo, quando então vê um acadêmico de enfermagem debruçado sobre seu corpo e começa a respirar. O futuro enfermeiro, vendo a reanimação cardiorrespiratória daquele que, alguns minutos antes, havia sido considerado morto, não coube em si de contente. O hospital em pouco tempo, recebe a notícia de que um soldado ressuscitara. Anos mais tarde esse soldado gradua-se em Medicina e especializa-se em Psiquiatria.
O Dr. Ritchie tem convencido a muitos da idéia de que a morte é simplesmente uma passagem de um nível de vida orgânico para um nível de vida quântico ou espiritual.
Flávio Mussa Tavares

sábado, 31 de outubro de 2009

MEDIDA SEM MEDIDA


O que é Saudade?
Pode-se emprestar à ela a acepção inglesa do missing, que é sentir falta!
Outros já tentaram associar a idéia de Saudade ao regret francês ou ao soledad do espanhol, mas tudo se redunda mais uma vez num reducionismo semântico. Sentir falta, lástima ou solidão, nada é tão profundo como o sentimento da saudade.
Disse alhures,meu Pai, Clóvis Tavares: A Saudade é o Metro do Amor!
Saudade é uma nostalgia da inocência original.
Só quem ama pode dimensionar essa sensação inefável.
Só quem tem essa saudade imensa pode verdadeiramente amar.
Ter saudade é como um rasgo de lucidez na escuridão da inconsciência.
É como um lampejo de alegria em meio à amargura.
É uma aspiração de alcançar uma nova dimensão.
É um Portal de um outro Espaço-Tempo.
Contou meu Pai, em palestra na Escola Jesus Cristo, no dia 18 de maio de 1952: “Uma pequenina descendente de condes e barões foi raptada do castelo onde morava, quando colhia flores no jardim, por um grupo de ciganos. Cresceu e foi educada entre eles, habituando-se à vida errante e cheia de atropelos. Um dia, a sua alma “despertou”. Ela sonhou que uma bela fada chegou junto a ela e disse: “Aqui está um castelo que é seu. Volte para sua casa”. E os sonhos se sucederam noites após noites. E a jovem não pôde resistir aos sucessivos apelos oníricos.”Seu pai está no castelo esperando por você, até hoje, sem saber onde você está, ”dizia a voz. Então , ela fugiu, em busca do castelo, esperando encontrá-lo".
Encontrará? Perguntamos todos.
E concluiu Clóvis Tavares: “Cristo também tem um castelo e está a nossa espera. Nossas almas foram raptadas pelos ciganos de nossas paixões, mas a voz de um anjo de luz, que é a voz da Fé, está sempre a nos lembrar de nosso castelo no Céu. Por isso, a alma humana tem momentos de lucidez e se abate quando se recorda do castelo celeste. Queremos nós sair de nosso estado de seqüestro espiritual?”
É preciso depurar a nossa Saudade, para que busquemos as aspirações mais sublimes da alma. É preciso amar mais, esperar mais, confiar mais, pacificar mais, perdoar mais, sentir mais, compadecer-se mais, preenchendo os vazios existenciais de nossas almas e convertendo a saudade em ação no bem.

Flávio Mussa Tavares

sábado, 24 de outubro de 2009

SOBRE O NOVO ENEM


Não sou professor, mas tenho uma grande alegria. Sou filho de professores e pai de três professores. De seis anos que passei na UFRJ, quatro dediquei-me à monitoria de Parasitologia, onde pude ter a grata experiência pedagógica. Apesar gostar de ser médico, confesso que há em mim uma pequena frustração por não ser professor. Mas como a vida começa aos cinqüenta, ainda tenho esperanças de um dia ser professor. O ENEM está em evidência, pois sua última edição foi furtada Não obstante a idéia de um exame nacional ser bem simpática a mim, apresento aqui o pensamento cuidadoso de minha filha Juliana, professora de Física do Anglo e do IFF, que escreveu para mim a sua avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio. Reproduzo então nesta coluna o texto da Professora Juliana Rocha Tavares:


No Brasil, infelizmente, as mudanças costumam começar do final, não do início, como era de se esperar. Um exemplo disso é o novo ENEM. Prepara-se uma prova inovadora, com conteúdos contextualizados e interdisciplinares e aplica-se a alunos ‘treinados’ em uma educação altamente específica, conteudista, baseada em fórmulas e decoreba. Os livros didáticos e os professores adestram os alunos para o antigo vestibular (ou simplesmente: não preparam para nada) e os alunos, de repente, deparam com um novo tipo de prova, para a qual nunca puderam se preparar. O ideal seria que, inicialmente, os gestores da educação, assessorados por uma equipe de professores de diferentes disciplinas definissem quais conteúdos são realmente necessários para o desenvolvimento do aluno. Essa definição não deveria se pautar em interesses comodistas que buscam uma relação nem sempre perfeita de conteúdos que já são ensinados com algumas situações que supostamente ocorrem no dia-a-dia. Acredito que pensando de uma forma mais ousada e sem apego a conteúdos tradicionais, mais da metade das fórmulas, nomes, conceitos, esquemas, problemas tão difíceis como improváveis, iriam desaparecer completamente da educação brasileira. A partir de então, um grupo de professores começaria a preparar o material didático inovador, interdisciplinar, com menor carga de conteúdos e exercícios repetitivos. Esse material em várias mídias poderia ser distribuído por todo o Brasil, estando sujeito, é claro, a pequenas adaptações locais. A partir de então, os professores passariam por cursos de atualização e treinamento, a fim de melhor encaminhar o processo inovador de ensino-aprendizagem. Consequentemente, novos alunos estariam aptos, num contexto de uma educação renovada. Por fim, aptos para melhor encarar a vida e também aptos para o novo ENEM, que seria um retrato da vida.”

sábado, 10 de outubro de 2009

Desigualdade entre pobres e ricos (Monitor, 03/10)


Desde 2004, com um retorno do crescimento econômico do nosso país , aconteceram efeitos positivos no mercado de trabalho. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontaram que o rendimento dos trabalhadores mais pobres cresceu proporcionalmente mais do que o dos mais ricos entre 2002 e 2008. Isso significa que a atual gestão econômica do Brasil reduziu a desigualdade de salários existente entre esses dois grupos. Essa redução doi da ordem de 7% .


Há um marcador econômico, chamado Índice de Gini. Este índice é o indicador de desigualdade de renda, que varia de zero a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). O índice de Gini caiu de 0,540 em 2002 para 0,509 em 2007.


“Até o final do mandato do presidente Lula o índice de Gini deve chegar a 0,49, o menor desde 1960", afirmou então o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.


Aproveitei as considerações acima para comentar sobre a Lei Social do Evangelho. Jesus pregou a Justiça Social que deveria começar pelo coração dos homens. Jesus pregou as multidões e não esqueceu-se de alimentá-los. Jesus pediu ordem ( que se assentassem em grupos de 50 e 100) e ficassem tranquilos. Jesus pediu que os que tivessem algo em poder particular fosse oferecido ao coletivo.


Jesus com a ordem e com o despojamento, produziu a multiplicação. Organização e desapego aos próprios bens. Fazer tudo com decência e ordem como nos disse Paulo de Tarso. Altruísmo, desapego: eis os ingredientes do milagre.


O alimento na Terra multiplica-se com a organização social e com o amor ao próximo, convertendo a sobra de alguns ou a fartura de alguns ou a opulência de alguns poucos. na sobrevivência de muitos. E Jesus aliou o amor ao próximo à caridade da palavra. Ensinar os que comem a viver.


Ensinar os que alimentam o corpo, a alimentar as suas almas com aquela comida que nunca se dissolve na bioquímica da assimilação alimentar. Jesus, o pão da vida, quer a justiça aliada ao amor. Essa é a equação mais simples e a mais difícil de ser solucionada em nosso mundo governado pelo egoísmo.


A crescente sofisticação da sociedade moderna ou pós-moderna muda rapidamente os valores morais e a relação interpessoal. O Brasil, apesar de estar em excelente fase econômica, principalmente com a coqueluche do momento que é o pré-sal, vive um dilema social. A constituição é de esquerda e garante conquistas sociais. Mas o mundo ainda é capitalista e o nosso país vive esta esquizofrenia social. Avanços existem e a arte é viver no drama sem dramatizar tudo.




Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br

domingo, 4 de outubro de 2009

Sobre a Doação de Leite Humano


10 coisas que toda pessoa precisa saber para apoiar a doação de leite humano


1. Informe-se. Pesquise. Procure conhecer mais sobre o que é um Banco deLeite Humano e sua importância para a vida de tantos brasileirinhos. Comece porwww.redeblh.fiocruz.br . É um bom começo. Informação é como vacina. Informar-seé o primeiro passo.


2. Divulgue. Espalhe o que sabe. Conhecimento disseminado é conhecimentomultiplicado. Isso faz despertar o interesse nos outros sobre o tema. Issomultiplica apoiadores.


3. Ofereça apoio à mulher que amamenta. Uma nutriz apoiada produz maisleite. Uma nutriz apoiada é forte candidata a doar o leite que lhe sobra.


4. Ofereça carona. Uma mulher amamentando pode encontrar dificuldades dese locomover de casa até o Banco de Leite Humano. Grande parte do leite quepoderia estar sendo doado se perde por conta da falta de transporte para adoadora. Carona, além de solidariedade, é um exemplo de como o apoio gera frutoimediato: o leite doado.


5. Incomode-se. Procure restaurantes, supermercados, vendas, armazéns,quitandas e mercearias e arrecado frascos de vidro. Estes são essenciais adoação do leite humano e estão cada vez mais raros de se conseguir. A simplesangariação de frascos de vidro que iriam para o lixo pode resolver problemasgravíssimos de estocagem, coleta e armazenamento para o Banco.


6. Incite. Procure sua Igreja, seu Templo, seu Grupo de Oração, suaAssociação de Moradores, a Torcida Organizada de seu time, o Grêmio de suaEscola, o Centro Acadêmico de sua Faculdade. Mobilize esses grupos a sesensibilizarem a favor de nossos prematuros. São eles os principais favorecidospelo trabalho do BLH. São os principais prejudicados quando o estoque do BLHcai. Se cada um desses grupos oferecesse um pouco de apoio o placar viraria afavor da doação do leite que é alimento e é vida.


7. Comunique-se. Entre em contato com o Banco de Leite de sua cidade.Informe-se. Colaborar não ocupa espaço no coração. Um frasquinho de vidro podesalvar uma vida. Pode significar tudo para um bebe prematuro. Faça uma ligação.O BLH te atente com o mesmo carinho com que atende as mães e os familiares queali freqüentam.


8. Visite. Vá até o Banco de Leite. Conheça histórias de mães doadoras.Conheça a simplicidade e a grandeza do local. Encante-se com a qualidade do queacontece ali. Vá para levar um frasquinho de vidro. Volte de lá com um folder euma motivação: participar. Viver bem é viver em comunhão.


9. Blogueie. Folologueie. Orkuteie. Twiteie. Espalhe pela rede essaverdade: o leite humano é vida. É vida necessária a nossos conterrâneos de baixopeso, prematuros, filhos de famílias fragilizadas pela internação nas UTIs.Espalhe pela rede essa verdade: doar leite é doar vida. Conscientize-se econscientize seu próximo. Existem mil maneiras de tocar um coração. Escolha uma.


10. Faça sua parte. E fique tranqüilo. Você não vai salvar o mundo, maslembre-se de que o mundo, sem você, não poderá ser salvo. Perceba o tamanho desua responsabilidade. Se você leu estes 10 pontos até aqui, a luta agora étambém sua. Faça sua parte. Pequenina. Mínima. A que puder ser feita. E fiquetranqüilo. Estamos, juntos, transformando o trabalho de uma formiguinha notrabalho de um formigueiro.


Luís Alberto Mussa Tavares

Pediatra- Coordenador do Centro de Referência da Criança e do Adolescente

Comitê Municipal Permanente de Apoio e Proteção ao Aleitamento Materno.


.Prefeitura Municipal de Campos

sábado, 26 de setembro de 2009

SUICIDALIDADE


De acordo com as estatísticas, pode-se traçar o perfil do suicida: Homem, com mais de 55 anos, morador de grandes cidades, AGNÓSTICO, socialmente isolado, fisicamente doente, sem antecedentes psiquiátricos e alcoólatra moderado. De saída, é possível algumas conclusões: a metrópole adoece psiquicamente o homem. O Agnosticismo, ou a doutrina que considera ser impossível ao homem conceber algo que vá além dos seus sentidos naturais, também é patogênico. O isolamento social, tão comum nas grandes cidades, também é fator de adoecimento. E o alcoolismo, que advém de um hábito incentivado pela mídia, conduz o homem a buscar o fim de sua própria existência. Urbanização, materialismo, autoclausura e dipsomania. Estes são os alvos de todos os que lutam pela vida. O perfil da pessoa que tenta o suicídio, mas não alcança o seu intento é: mulher, jovem, de boa saúde corporal, em situação de conflito evidente com o grupo familiar ou social mais imediato. Deste novo grupo, pode-se acrescentar novos alvos na luta contra a idéia de desistência da vida: o desajuste familiar e as injustiças sociais do mundo pós- moderno. Associam-se ao suicídio os seguintes fatores em ordem decrescente de importância: sexo masculino, idade avançada, viuvez, celibato ou divórcio, ausência de prole, residente em grande cidade, alto padrão de vida, crise econômica, consumo de álcool e droga, lar desfeito na infância e doença mental ou física. Outra surpresa: o alto padrão de vida. Isso quer dizer que mesmo o dinheiro não resolve os dramas psíquicos do ser humano. Os fatores considerados de maior segurança contra o perigo do suicídio são em ordem crescente: sexo feminino, juventude, baixa densidade populacional, religião, casamento, prole numerosa, baixo padrão de vida e situação de guerra. Aqui as surpresas são maiores. Em ciência o risco de suicídio chama-se suicidalidade. A suicidalidade é maior na opulência e menor na carência. Maior nos egoístas que nos pródigos. Maior no estilo de vida que não cogita da existência de Deus, do que nos que buscam com todas as forças, crer num Deus, infinitamente justo e bom. A melhor maneira de lutar contra as altas taxas de suicidalidade é incentivar a religiosidade e a solidariedade.
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br
Monitor Campista- 26/09/2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DESAGRADO PELA VIDA


Tenho observado em faixas etárias infantojuvenis um incompreensível desagrado pela vida. Que pessoas de idade madura ou avançada, cansados de desilusões, desacertos e desapontamentos, percam o interesse pelas amenidades da vida, é compreensível. O que tem me causado espécie, em minha vida de médico, é assistir o crescente e assombroso senso de desvalor ou desamor pela vida em crianças e jovens. Percebe-se essa emoção negativa através de expressões verbais empregadas, dos atos de violência, de tentativas frustras de suicídio e de assassinatos entre eles. A que atribuir essa infantilização de emoções e atitudes tipicamente adultas? Como entender a depressão na infância? Como julgar razoável que um jovem perca o interesse pela vida social? A quem ou a que responsabilizar pela baixa estratificação etária de todos estes males? Algumas justificativas (como se fosse fácil explicar as coisas da alma) apontam a mídia, outras a toxicomania, outras os novos videogames de violência e até a internet. Todavia, apesar de haver um equacionamento do problema com essas explicações, não se consegue entender como e quando a criança começou a perder a alegria. Eu percebo a nossa vida urbana e capitalista como um grande oceano de excitações nervosas. As crianças em tenra idade são bombardeadas com uma carga de estímulos ao cérebro de enormes proporções. Cores, luzes, sons e movimento. Todas estas coisas estão exaltando os cinco sentidos e levando muitas mensagens ao cérebro, que chegam como furacões. O cérebro, por sua vez, responderá com uma maior circulação de dopamina, adrenalina, noradrenalina e serotonina. Estas substâncias comandam a condução dos estímulos por todo o corpo, dando sensação de bem estar e uma enorme vontade de repetir continuamente. De tal forma essas crianças ficam habituadas à esta superexcitação, que não sabem mais viver sem elas. São tantos sinais de euforia, que estes jovens não conseguem ter emoções naturais. Olhar um campo florido, uma praia deserta, uma paisagem montanhosa, uma geleira ou simplesmente aquele belo dia de sol não são mais suficientes para produzir estímulos para a vida. Se elas ficam sem internet, sem festas barulhentas, pensam que a vida é triste. P seu ânimo vem sempre de fora. Só sentem-se bem com a exaltação de humor, a euforia, a excitação dos sentidos causada pelas parafernálias eletrônicas ou por estímulos químicos. E partem para drogas sintéticas, músicas eletrizantes e sem sentido e quando essas emoções já não conseguem produzir euforia, querem morrer. Acho que as escolas precisam acender o tema do amor pela vida e ajudar as crianças e jovens a descobrir o que é a alegria sem aditivos. Espero que a juventude submersa no desagrado pela vida não seja o preço que a sociedade tenha que arcar pela transformação do Brasil num país desenvolvido e sofisticado.
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br