
Comentando o esquema publicitário americano, enviado pela Aucilene e comentado pelo Fábio Siqueira em seu blog, considerarei alguns aspectos.
É preciso elogiar a boa iniciativa de cativar os não-gnósticos à prática da fraternidade e da filantropia.
Pessoalmente, considero que a fraternidade no mundo atual é mais exercida por agnósticos e ateus que por religiosos.
Disse Ziraldo em memorável artigo, citando seu companheiro Betinho, que a caridade no Brasil ficou muito tempo restrita aos espíritas e ao católicos vicentinos, enquanto a esquerda praticava o 'quanto pior melhor'.
Ali Ziraldo defendia o Natal sem Fome do saudoso Herbert de Souza e fazia uma auto-crítica da esquerda brasileira.
Hoje vive-se uma situação quase inversa: os movimentos de fraternidade e filantropia (verdadeira) são muito mais capitaneados por pessoas e instituições agnósticas que religiosas.
Portanto, é preciso fazer o momento do Natal um momento que transcende a religiosidade e atinge aquela área sensível do ser humano que o movimenta para a compaixão, para piedade, para a fraternidade, para a solidariedade e para o pensamento de alma coletiva da nossa sociedade.
"Natal para todos" é uma mensagem para cristãos de todos as denominações, judeus, muçulmanos, budistas , agósticos e ateus.
E como dizia meu Pai, Clóvis Tavares, um ex-comunista e cristão-espírita em suas orações na Escola Jesus Cristo:
"A Tua bênção, Jesus para os que Te conhecem e para aqueles que ainda Te ignoram; para os que estão longe e para os que estão perto; para os que vivem ainda entre nós e para os que já partiram [...]"
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