sábado, 9 de maio de 2009

NÃO EXISTE MAIOR AMOR DO QUE ESTE, Monitor Campista- 09/05/09


Um jovem príncipe do Tibete estava em oração quando escutou a voz de um anjo anunciar a morte próxima de sua querida e bela noiva. Desesperado, o jovem pede clemência e o anjo responde que como ele era sincero, lhe seria concedida a graça de dividir o resto de seu tempo de vida com a sua noiva. Restavam-lhe, segundo o anjo, 46 anos de vida. Caso decidisse dividi-los com sua noiva, poderiam viver felizes por 23 anos, após os quais morreriam juntos. O jovem hesitou diante de tal proposta e solicitou tempo para pensar. O anjo lhe concedeu 24 horas. Na hora aprazada para a decisão, disse o jovem ao emissário divino que aceitava a proposta com uma condição: que a parcela doada fosse confiscada à moça em caso de infidelidade. O anjo, então, concedeu-lhe o pedido, reafirmando, porém, que ele não havia doado, mas sim emprestado seu tempo de vida. Os dois casaram-se e tiveram um filho. Quatro anos após, o príncipe, agora rei, necessitou fazer uma longa viagem. No seu retorno recebe a notícia de que sua esposa havia morrido. Ficou desesperado e passou a blasfemar contra Deus e seus mensageiros a quem chamava de mentirosos. Tem então, novamente, a inefável visão do anjo de Deus que lhe diz: “Acalma-te e escuta. Não blasfemes mais. Realmente emprestastes metade de tua vida à tua esposa, que deveria ter vivido mais 23 anos. Entretanto, em tua ausência, teu filho adoeceu gravemente e iria morrer. Imediatamente, tua esposa rogou em comovente prece, que Deus concedesse ao pequeno o tempo que lhe restava na Terra. Deus atendeu ao pedido. Salvou-se o teu filho, mas tua esposa morreu. Enquanto tu, como noivo, hesitaste em emprestar metade de tua vida, ela, mãe extremosa, não titubeou um segundo sequer, para doar ao filhinho, a vida inteira. Esta jovem mãe tibetana é um símbolo e uma imagem de nossas mães amadas. Este texto é uma adaptação de uma palestra de meu Pai, Clóvis Tavares. Dizia ele que amor das Mães nos acompanha todos os dias da vida e além da morte. A imagem materna torna-se escudo de nossas almas, alimento de nosso coração, síntese das afeições humanas. Seus sacrifícios ocultos são muitas vezes o preço de nossa formação moral. Suas lágrimas afiançam diante de Deus, sem o sabermos, a proteção do Céu sobre as nossas vidas. Para elas, nossa homenagem.
Flávio Mussa Tavares
fmussa@mcampista.com.br




4 comentários:

Monique disse...

lindo texto, tio Flávio!
hoje mesmo estive com uma amiga que é mãe recentemente e ela disse que nunca imaginou que poderia amar alguém tanto assim!

grande abraço

Monique disse...

lindo texto, tio Flávio!
hoje mesmo estive com uma amiga que é mãe recentemente e ela disse que nunca imaginou que poderia amar alguém tanto assim!

grande abraço

Flávia disse...

Mais um lindo texto...Obrigada pela homenagem!!

Maria Elizabeth disse...

Bela história, Flávio. Amor igual, ou maior, só o de Deus por nós todos. E tantas vezes não o entendendemos, não é?