sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Injúria e Difamação entre médicos



Meus amigos,

Desde o ano de 2007 especializei-me em Psiquiatria (não é Saúde Mental) na Universidade Estácio de Sá e estou em fase de registrar o meu certificado nanossa cooperativa para oferecer aos usuários mais uma opção nesta especialidadeem Campos.


Todavia, a notícia de que estou atuando em Psiquiatria já está me trazendo novos clientes. No dia 20/09/2009 atendi a uma adolescente, com sintomas de taquicardia, transpiração excessiva em momentos específicos, que lhe traziam mal estar e angústia.

Ao exame clínico, ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar normal, sem ruídos, pressão arterial 90x60 milímetros de mercúrio, normal para a idade. Havia também uma queixa de incontinência urinária no momento da ansiedade. Expliquei a ela e à sua mãe, que tratava-se de um quadro de Transtorno de Pânico e que era comum na idade, mas que ficaria curada em pouco tempo, pois não havia depressão e nem outros sintomas associados. Prescrevi uma medicação indicada em todos os protocolos atuais da Psiquiatria, para o caso.

A cliente retornou à consulta no mês seguinte, melhorada, sem sintomas de incontinência e ausência de crises de pânico. Em 22 de outubro próximo passado, devido a intercorrências escolares,o quadro piorou novamente e eu acrescentei mais uma dose diária da medicação e acrescentei outra de uso emergencial na forma sublingual.

No dia 24 de novembro, retornou à consulta sem sintomas novos e sentindo-se bem, tendo usado apenas uma vez a medicação sublingual.

Entretanto na primeira semana de dezembro, ela foi atendida com sintomas gastrointestinais em um hospital particular de nossa cidade, por uma médica , que, ao escutar as queixas da paciente questionar que medicamentos ela usava, acusou-me frontalmente, segundo a mãe e a própria paciente, de "ser louco, ter `cara' de louco".

Afirmou irresponsavelmente que eu não tinha especialização em Psiquiatria. Disse também que aquela medicação estava errada e que a prova era que os meus filhos eram doentes mentais.

Disse que meus filhos eram loucos e eu não conseguia tratá-los. Se não conseguia tratar meus filhos, como eu poderia tratar o dos outros.

Não tenho nenhuma relação com a referida médica. Nunca fui à casa dela, e ela nunca foi à minha casa. Nossos pouquíssimos encontros foramcasuais e até cordiais. Expliquei à mãe então que eu tinha um certificado de especialização em Psiquiatria e freqüentava congressos, tendo inclusive retornado de São Paulo recentemente onde encontrei vários colegas psiquiatras de nossa cidade.

Entretanto, dei liberdade a ela de procurar outro profissional. A mãe resolveu, em função dos resultados positivos até então, continuar sob os meus cuidados.

Sei que existem medidas legais e disciplinares no contexto de nosso Código deÉtica para questionar a colega.

A minha conduta na esfera psiquiátrica está respaldada em todos os protocolos de Transtorno de Pânico em idade infantil com sintomas de tenesmo e/ou incontinência urinária.

Não tenho vontade de reagir a esse insulto. Mas como evitar que essaprofissional reincida em suas insinuações, aleivosias e ofensas pessoaisenvolvendo familiares?

Não quero responsabilizar a direção do hospital por manter uma médica reincidente em atitudes antiéticas. Mas como evitar a possibilidade de que essasatitudes continuem não apenas em relação à minha pessoa, mas também em relação aoutros colegas?

Sei que diante do Conselho eu posso denunciar a ambos, mas não quero. Como agir diante de uma situação destas? Agindo com o rigor da lei? Ou tratando a mesma como uma pessoa enferma psíquica? Mas mesmo os doentes mentais devem teras suas regras de conduta e precisam ser contidos em sua fúria verborrágica e heteroagressiva.

Que fazer?
.

Um comentário:

Rosângela disse...

Imagino o que o senhor não esteja a pensar diante de coisa tão impensável.

Uma coisa sei:

As injúrias, calúnias, palavras grosseiras, falar mal de seus iguais ou diferentes, são frutos de medo de perder.

Sem um argumento convincente para provar os fatos apresentados, usam logo de algo que faça o outro afastar-se do objeto de competição.

Não sei se me fiz entender, mas as próprias atitudes mostram quem é quem.

Eu não faria nada.